quarta-feira, 13 de março de 2019

07/03/2019_ Modelos pedagógicos e modelos epistemológicos



*Referência:

BECKER, Fernando. Modelos pedagógicos e modelos epistemológicos. BECKER, Fernando. Educação e construção do conhecimento: revista e ampliada. 2 ed. Porto Alegre: Penso, 2015.

*Considerações:

  Segundo o autor do texto referido, existem três formas diferentes de representar especificamente o exercício da docência e as atividades da sala de aula.

   -PEDAGOGIA DIRETIVA E SEU PRESSUPOSTO EPISTEMOLÓGICO
  - PEDAGOGIA NÃO DIRETIVA E SEU PRESSUPOSTO EPISTEMOLÓGICO
  - PEDAGOGIA RELACIONAL E SEU PRESSUPOSTO EPISTEMOLÓGICO

   O primeiro modelo é fundamentado na epistemologia empirista, é o que encontramos ao entrarmos em uma sala de aula de escolas públicas de educação básica. Os alunos sentados em fila, o professor na frente exigindo silêncio para passar o conteúdo que depois será cobrado através de exercícios cobrados por ele para a avaliação de entendimento do que foi ensinado. E assim seguem sucessivamente as aulas em todas as disciplinas do currículo a ser seguido. O professor é o transmissor do conhecimento e o aluno o receptor que aprende o que ele ensinou. O professor considera que seu aluno é tabula rasa.
   " Sobre a tabula rasa, segundo a qual “não há nada no nosso intelecto que não tenha entrado lá através dos nossos sentidos”, diz Popper (1991): “Essa ideia não é simplesmente errada, mas grosseiramente errada...” (p. 160)."
     Para o autor, essa pedagogia legitimada pela epistemologia empirista, configura o quadro da reprodução da ideologia;   reprodução do autoritarismo, da coação, da heteronomia, da subserviência, do silêncio, da morte da crítica, da criatividade, da curiosidade, da inventividade – de tudo aquilo que configura a atividade reflexiva, filosófica ou científica; morte, inclusive, da pergunta (Schuck Medeiros, 2005). Porém atualmente está impossível trabalhar esta prática, porque os alunos estão um tanto mais curiosos e não aceitam em totalidade o velho método, onde o professor fala e ele escuta,  o Professor dita e o aluno copia, o Professor decide o que fazer e o aluno executa, o professor ensina e o aluno aprende.
      A regra é simples, e para firmar esta questão segundo, o próprio autor ao trazer a resposta de um professor universitário entrevistado com a seguinte pergunta:    Qual o papel do professor e qual o do aluno na sala de aula?: “O professor ensina e o aluno aprende; qual é a sua dúvida?” (Becker, 2011).         Porém pra hoje, o aluno está com mais ousadia para perguntas e questionamentos.
       O segundo modelo, é fundamentado na epistemologia apriorista, algo presente nas concepções pedagógicas, psicológicas e epistemológicas do que nas práticas da sala de aula. Com esta prática o professor se ausenta na sala de aula, seria apenas um facilitador e que auxiliaria o aluno, uma maneira de apenas organizar o saber do aluno, deixar fazer para que o aluno por si mesmo encontre o caminho,e o professor intervir o menos possível.  Como diz um professor (Becker, 2011): “Ninguém pode transmitir. É o aluno que aprende. O processo é mais centrado no aluno”.
       Segundo o texto, da mesma maneira que o modelo diretivo predomina na escola pública, o não diretivo predomina nas escolas da rede privada. Assim da pra ver que uma pedagogia desse tipo não é gratuita.
       O terceiro modelo é fundamentado na epistemologia crítica ou construtivismo, e Psicologia Genética de Piaget,  é onde o professor e os alunos trabalham juntos, e o professor acredita no potencial dos alunos para desenvolverem atividades e demonstrarem seus conhecimentos através de suas próprias ações.  Aqui o professor não acredita na tese de que a mente do aluno é tabula rasa.
       Nesta relação, professor e alunos avançam juntos no tempo. As relações de sala de aula passam de cristalizadas com dose de monotonia e tédio para fluidas . O professor ao exercer a docência no dia a dia passa a aprender sempre um pouco mais e os alunos no exercício de discentes passam no dia a dia a ensinarem um pouco mais tanto aos colegas quanto ao professor. É tratar de recriar o mundo que se quer, e não apenas de reproduzir ou repetir o mundo que foi construído pelos antepassados.
        É para que não se ande a reboque da história, mas para fazer história, segundo o autor ao encerrar o texto:" para então fazer-se sujeito, para ser sujeito."
     
      

quinta-feira, 7 de março de 2019

07/03/2019 - Word Cloud







            O conhecimento sempre se deu de várias formas, mas a aprendizagem do ensino na escola , só pode ser adquirido através do professor com habilitação em docência e apto para atuar na sala de aula.
             E o aluno é o agente de interesse que marca este acontecimento e perpassa para fora deste ambiente alargando para o mundo.

terça-feira, 5 de março de 2019

01/03/2019_Yearners e Schoolers

* Referência (s):
   
   PAPERT, Seymour. A máquina das crianças: repensando a escola na era da informática. Edição revisada. Porto Alegre: Artmed, 2008.

 * Considerações:

     O texto lido traz a consideração do autor quanto a possibilidade do uso  da máquina do conhecimento, que podemos considerar hoje sendo a internet. Essa máquina é uma ferramenta que possibilita infinitas possibilidades de estudo e pesquisa, tem capacidade para sanar as mais diversas  dúvidas do ser humano. Pode ser acessada desde o mais modesto computador até os  Smartfones usado no conforto lo lar, nas viagens, na sala de aula, no passeio no parque e outros.
      Hoje em dia a facilidade para  estudar  um curso total ou parcial a distância se dá através desta máquina do conhecimento, coisa que num passado não tão distante era um tanto mais complicado e não tinha a possibilidade de interação em tempo real, o que atualmente é normal e muito produtivo para o aluno.
        Papert talvez não imaginou a máquina do conhecimento de uma grandeza tão poderosa como esta que está em nossas mãos, e que devemos tirar dela todo o proveito para um conhecimento realmente poderoso.  
         Na Escola de Educação Básica esta máquina do conhecimento ainda é usada com restrições, ou por falta de conhecimento prévio, ou por impedimentos técnicos e econômicos. Outro impedimento que pode ser considerado importante é a responsabilidade de estudantes, que podem ainda não terem a maturidade para pesquisas sérias e responsáveis.
          Mas o futuro aposta nesta máquina como ferramenta fundamental para o ser humano e suas atividades.       



Disponível em: 
<https://demaeparamae.pt/artigos/como-gerir-internet-educacao-filhos>. 
Acesso em 05 de Mar 2019.